Nada
nasce já clássico
Não há nada de novo, a não ser
o que foi esquecido.
Rose Bertin
Rose Bertin
Em nossos estudos e mais de 20 anos
de viagens à Índia detectamos um erro gravíssimo cometido pela maior parte dos
autores de livros e pela maioria dos professores. Declaram eles com frequência
que o mais antigo é o Yôga Clássico, do qual ter-se-iam originado todos os
demais. É muito fácil provar que estão sofrendo de cegueira paradigmática. Para
começo de conversa, nada nasce já clássico. A música não surgiu como música
clássica. Primeiro nasceu a música primitiva que foi origem de todas as outras
até que, muito tempo depois, apareceu a música clássica. A dança é outro
exemplo eloquente. Primeiro surgiu a dança primitiva que deu origem a todas as
outras modalidades e precisou consumir milhares de anos até chegar a um tipo
chamado dança clássica. Nada nasce já clássico. E assim foi com a nossa tradição
ancestral. Inicialmente, nasceu o Yôga Primitivo, Pré-Clássico, pré-ariano,
pré-vêdico, proto-histórico. Ele precisou se transformar durante milhares de
anos para chegar a ser considerado Clássico. Provado está que o Yôga
Clássico não é o mais antigo, consequentemente, não nasceram dele todos os
demais – o Pré-Clássico, por exemplo, não nasceu dele.






